Brasil fatura 8 medalhas no CrossFit Games — e o pódio teen mostra que a base está mais forte que nunca

Brasil fatura 8 medalhas no CrossFit Games — e o pódio teen mostra que a base está mais forte que nunca

Cinco dos nove atletas teens brasileiros subiram ao pódio em Madison, enquanto a categoria adaptados repetiu campeões e reverteu vice-campeonatos anteriores

EsporteCidade ·

Você que treina crossfit sabe que WOD bom não perdoa ninguém — nem atleta de elite, nem adolescente estreando em competição internacional. Pois a nova geração brasileira encarou o palco maior da modalidade e não amarelou: o Brasil fechou o CrossFit Games 2026 com 8 medalhas, boa parte delas vindas de atletas teens e da categoria adaptados.

O que aconteceu

Na categoria teens de 14 e 15 anos, Roxy Rebane foi ouro no feminino — campeã absoluta logo na estreia na competição. No masculino da mesma faixa etária, Vinícius Oliveira também levou o ouro, com cerca de 100 pontos de vantagem sobre o segundo colocado — diferença que não deixa dúvida sobre quem dominou a divisão. Matias Ferrão fechou o pódio dessa categoria com o bronze, depois de uma recuperação no último dia de provas.

Na faixa de 16 e 17 anos, Ana Laura Cattai ficou com a prata no feminino — a terceira vez dela no pódio da categoria — e Letícia Cerqueira levou o bronze. No total, cinco dos nove atletas teens que representaram o Brasil voltaram para casa com medalha no pescoço.

Os números da categoria adaptados

Se o desempenho dos teens já impressiona, a categoria adaptados trouxe histórias ainda mais fortes de virada. Elaine de Rocco conquistou o ouro no feminino depois de duas edições seguidas fechando em terceiro lugar — trocou o bronze pelo topo do pódio. Grislaine Shueler também foi ouro e se tornou bicampeã: primeiro lugar em 2024, terceiro em 2025 e de volta ao topo agora. No masculino, Hildon Carvalho defendeu o título conquistado anteriormente, confirmando que não foi resultado isolado.

CrossFit Games 2026 — o Brasil no pódio
  • Total de medalhas do Brasil: 8
  • Ouro teens 14-15 (fem): Roxy Rebane, campeã na estreia
  • Ouro teens 14-15 (masc): Vinícius Oliveira, ~100 pontos de vantagem
  • Bronze teens 14-15 (masc): Matias Ferrão
  • Prata teens 16-17 (fem): Ana Laura Cattai, 3ª vez no pódio
  • Bronze teens 16-17 (fem): Letícia Cerqueira
  • Ouro adaptados (fem): Elaine de Rocco e Grislaine Shueler (bicampeã)
  • Ouro adaptados (masc): Hildon Carvalho, título defendido

Por que o resultado teen pesa tanto quanto o dos adultos

É fácil olhar pro CrossFit Games e prestar atenção só na elite adulta, no atleta com anos de treino de força e capacidade aeróbia de sobra. Mas o resultado nas categorias teens é o termômetro mais confiável do futuro da modalidade num país: cinco medalhas em nove atletas não é sorte de safra única, é sinal de que o trabalho de base — escolinha, treinador formando corretamente adolescente sem forçar carga além da conta — está sendo feito direito.

Formar atleta teen competitivo em esporte de força e resistência combinadas exige equilíbrio raro: intensidade suficiente pra render resultado, mas sem queimar etapa de desenvolvimento físico que ainda está em formação. Ver o Brasil colocando metade do time teen no pódio é evidência de que esse equilíbrio está sendo bem calibrado.

O que fica pra quem treina crossfit no box

Se você treina funcional e acha que só interessa o resultado de quem já é pro há anos, vale reparar melhor nesses nomes teens e adaptados. Eles competem sob as mesmas regras de intensidade e sob o mesmo relógio implacável do WOD — só que com menos anos de treino acumulado e, no caso dos adaptados, com adaptação de movimento que exige criatividade técnica extra do atleta e do treinador.

Medalha de teen na estreia e medalha de bicampeão que já tinha visto o bronze de perto contam a mesma história por ângulos diferentes: resultado de CrossFit não vem de sorte de um dia bom, vem de temporada inteira de treino bem estruturado. O Brasil trouxe 8 provas disso de Madison.

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