Ironman 70.3 Rio reúne 37 profissionais — e o grid mais forte da temporada

Ironman 70.3 Rio reúne 37 profissionais — e o grid mais forte da temporada

Olímpicos, medalhistas pan-americanos e a nova geração do triatlo brasileiro dividem a largada do Nubank Ultravioleta Ironman 70.3 Rio de Janeiro, no dia 9 de agosto

EsporteCidade ·

Se você já terminou um 70.3 e achou que tinha feito algo grande — e fez —, vale olhar o que vai acontecer na largada profissional do Rio de Janeiro. Trinta e sete triatletas, sendo 27 homens e 10 mulheres, vão dividir os 1,9 km de natação, 90 km de bike e 21,1 km de corrida do Nubank Ultravioleta Ironman 70.3 Rio de Janeiro 2026. Entre eles, campeões de circuito inteiro, medalhistas olímpicos e a geração que está prestes a tomar o lugar deles.

O que está em jogo

Não é só mais uma etapa no calendário. A organização já classifica o grid como um dos mais fortes da temporada — e o motivo é a mistura: veteranos consagrados dividindo a prova com estreantes que já chegam com pódio internacional no currículo. Isso empurra o nível técnico da prova inteira para cima, porque ninguém entra numa largada dessas para completar. Entra para brigar.

Os favoritos no masculino

Fernando Toldi chega como um dos nomes mais fortes: venceu o Ironman 70.3 Curitiba neste ano, soma títulos do Ironman Malásia e do Ironman 70.3 Equador (2024) e do Ironman 70.3 Aracaju (2025). Reinaldo Colucci, bicampeão do Ironman Brasil (2022 e 2024) e ex-olímpico em Pequim 2008 e Londres 2012, conhece bem o percurso carioca — foi vice-campeão ali em 2025 — e chega embalado pelo vice no Ironman 70.3 Curitiba deste ano.

A concorrência internacional tem nomes de peso: o sérvio Ognjen Stojanović, do Top 100 do ranking mundial, o chileno Martin Baeza Muñoz, campeão do Ironman 70.3 Peru, e o suíço Jonathan Guisolan, que estreou no Brasil com quinto lugar em Brasília. Um dos nomes que pode surpreender é Diogo Villarinho, ex-nadador de elite que registrou a melhor natação do Ironman 70.3 Brasília logo na estreia como profissional — prova de que quem vem da piscina para o triatlo carrega uma vantagem que não se ensina em treino de bike.

O feminino tem duas favoritas óbvias

Djenyfer Arnold chega como uma das principais candidatas ao título: medalhista pan-americana e olímpica em Paris 2024, venceu etapas de São Paulo e Florianópolis em 2025 e é bicampeã do Ironman 70.3 Brasília (2025 e 2026). Do outro lado, Pâmella Oliveira — tetracampeã consecutiva do Ironman Brasil entre 2022 e 2025, medalhista pan-americana e presença em duas Olimpíadas (Londres 2012 e Rio 2016) — vem de vitória no Ironman 70.3 Curitiba e mira mais um título de peso.

Ironman 70.3 Rio de Janeiro 2026 — grid profissional
  • Data da prova: 9 de agosto de 2026 (10ª edição no Rio)
  • Distâncias: 1,9 km de natação, 90 km de bike, 21,1 km de corrida
  • Total de participantes: ~1.800 atletas de 23 países
  • Total de profissionais: 37 (27 homens, 10 mulheres)
  • Favorito masculino: Fernando Toldi (bicampeão continental em 2024)
  • Favorita feminina: Djenyfer Arnold (olímpica em Paris 2024)
  • Estreia de peso: Diogo Villarinho, ex-nadador de elite

O que isso diz sobre o triatlo brasileiro

Reparar num detalhe: quase metade do pelotão feminino de ponta tem passagem olímpica ou pan-americana. Isso não acontecia há dez anos — o triatlo nacional vivia de importar experiência de fora. Hoje, o Brasil forma gente como Vittoria Lopes (duas Olimpíadas, campeã do Ironman 70.3 Aracaju) e Giovanna Opipari, ex-atleta-guia paralímpica estreando entre as profissionais com pódio já no primeiro ano.

Para quem treina triatlo amador e sonha em um dia disputar a categoria profissional, o recado é direto: o caminho ficou mais competitivo, mas também mais visível. Provas como essa deixaram de ser vitrine só para estrangeiro — o brasileiro chega para vencer, não para completar.

No fim, 9 de agosto vai decidir pouca coisa fora da praia de Copacabana — mas vai confirmar uma tendência que já estava óbvia: o triatlo brasileiro parou de correr atrás e começou a liderar a prova.

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