O Brasil empatou, está em terceiro e segura a respiração: Haiti pela frente, Neymar no horizonte

O Brasil empatou, está em terceiro e segura a respiração: Haiti pela frente, Neymar no horizonte

Um ponto em dois jogos não era o roteiro. A seleção de Ancelotti tropeçou em Marrocos, encara o Haiti nesta sexta em Filadélfia e só deve ver Neymar em campo na rodada decisiva contra a Escócia.

EsporteCidade ·

Você ligou a TV esperando goleada e desligou com aquela sensação de jantar requentado. O Brasil estreou na Copa do Mundo de 2026 empatando por 1 a 1 com Marrocos — e, antes que alguém grite "calma, é só o primeiro jogo", convém olhar a tabela: a seleção está em terceiro lugar no Grupo C, com um único ponto, atrás de uma Escócia que fez o dever de casa e venceu o Haiti por 1 a 0.

Não é crise. É um sinal amarelo. E sinal amarelo, numa Copa com 48 seleções e margem de erro menor do que parece, custa sono.

O que a tabela está dizendo

O novo formato premia quem resolve cedo. Com três seleções somando pontos no grupo, deixar a vitória escapar logo na estreia transfere toda a pressão para o segundo jogo — exatamente onde o Brasil está agora. Vencer o Haiti deixou de ser obrigação burocrática e virou necessidade matemática.

A boa notícia: o adversário desta sexta-feira é, no papel, o mais acessível do grupo. A má: foi justamente com os "acessíveis" que seleções badaladas tropeçaram nas últimas Copas. Pergunte à Argentina de 2022, que perdeu a estreia para a Arábia Saudita e quase pagou caro.

Brasil na Copa 2026 — a situação:

• Estreia: Brasil 1 x 1 Marrocos
• Posição no Grupo C: 3º lugar, com 1 ponto
• Líder do grupo: Escócia (3 pontos), após bater o Haiti por 1 a 0
• Próximo jogo: Brasil x Haiti, sexta-feira, 19/06, 21h30 (Brasília), no Lincoln Financial Field, Filadélfia
• Rodada decisiva: Brasil x Escócia, 24/06, 19h (Brasília)

A novela Neymar

A pergunta que não cala em todo grupo de WhatsApp: cadê o Neymar? O camisa 10, hoje com 34 anos, sofreu uma lesão de grau dois na panturrilha direita em 17 de maio, jogando pelo Santos. O prazo médico foi de "duas a três semanas" — conta que, somada à logística de uma Copa, o tira de cena justamente nas duas primeiras rodadas.

Ele não enfrentou Marrocos, dificilmente joga contra o Haiti, e a expectativa real é vê-lo em campo só na terceira rodada, contra a Escócia, no dia 24. Em outras palavras: se o Brasil não resolver a vida antes, vai depender do Neymar para resolver depois. Não é o plano ideal de ninguém.

O recado de Ancelotti

Carlo Ancelotti, que conhece sala de troféu como poucos, tentou baixar a temperatura. Para o italiano, o valor de Neymar não está só no que ele faz com a bola — está na "experiência" e no exemplo para os mais jovens. Tradução de quem já levantou cinco Champions: a Copa se ganha com elenco, não com um nome só.

Faz sentido. Mas o futebol é teimoso: cobra resultado no presente e paciência ele não tem. O Brasil precisa transformar posse de bola em gol, coisa que faltou contra Marrocos, e parar de tratar a fase de grupos como aquecimento.

O que muda para você que torce

Se você é do tipo que sofre, respire: matematicamente, uma vitória sobre o Haiti recoloca o Brasil no caminho natural — provavelmente liderança ou vice-liderança do grupo. O problema é que o time chegou ao segundo jogo sem o conforto que uma estreia mais convincente daria.

Na sexta, às 21h30, dá para descobrir se o empate foi um susto isolado ou o primeiro capítulo de uma Copa nervosa. No fim, é o de sempre: ganha quem faz gol — e o Brasil precisa, com urgência, voltar a fazê-los.

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