Enquanto a bola parou na Copa, o vôlei do Brasil não para: 3x1 no Japão e 8ª vitória na Liga

Enquanto a bola parou na Copa, o vôlei do Brasil não para: 3x1 no Japão e 8ª vitória na Liga

Longe do noticiário do futebol, a seleção feminina de vôlei venceu o Japão em Osaka, chegou a oito triunfos na Liga das Nações e encaminhou vaga na fase final. Julia Bergmann puxou o time com 21 pontos numa virada de mão cheia.

EsporteCidade ·

Você, torcedor brasileiro órfão da Seleção masculina desde a queda na Copa, talvez tenha deixado passar: existe um time do Brasil jogando muito, ganhando quase tudo e sem aparecer nas manchetes. É a seleção feminina de vôlei, que nesta quarta-feira bateu o Japão por 3 sets a 1, em plena Osaka, e chegou à oitava vitória na Liga das Nações de 2026.

Jogar em casa do adversário, no ginásio lotado da Asue Arena, e sair com a vitória de virada não é para qualquer equipe. O Brasil fez.

Um jogo que exigiu sangue-frio

Não foi passeio. O Brasil abriu vantagem no primeiro set (25/20), levou o troco no segundo, quando o Japão empatou com um 25/19, e precisou manter a cabeça no lugar. No terceiro, devolveu na mesma moeda — outro 25/19 — e foi para o quarto set decidido a não deixar a partida esticar.

O fecho veio no sufoco: 25/23, daqueles pontos em que a torcida japonesa segurava a respiração e a defesa brasileira aparecia nos momentos certos. Ana Cristina, nas jogadas decisivas do último set, foi peça de ouro para carimbar o resultado.

Brasil 3 x 1 Japão — VNL feminina, 9ª rodada (Osaka)
• Parciais: 25/20, 19/25, 25/19 e 25/23
• Maior pontuadora: Julia Bergmann, 21 pontos
• Destaque do Japão: Ishikawa, também com 21 pontos
• Campanha do Brasil: 8 vitórias e 1 derrota, 23 pontos
• Posição: 2º lugar na tabela da Liga das Nações
• Próximo jogo: Brasil x Polônia, sexta (10/7), também em Osaka

Julia Bergmann, a dona do ataque

Se teve um nome que carregou o piano, foi o de Julia Bergmann. A ponteira anotou 21 pontos, liderou o ataque brasileiro e igualou em números a japonesa Ishikawa, também com 21 — só que do lado que terminou sorrindo. Em vôlei, quem tem uma ponteira que resolve na hora do aperto larga na frente, e o Brasil tem.

É a diferença entre o time que depende de um dia inspirado e o time que tem a quem recorrer quando o jogo pega fogo. Bergmann virou essa referência.

O que está em jogo na reta final da Liga

Com 8 vitórias em 9 jogos e 23 pontos somados, o Brasil é o segundo colocado da Liga das Nações e dá um passo importante rumo à fase final da competição. Traduzindo para quem não acompanha o vôlei de perto: a Liga funciona como uma longa fase de classificação espalhada pelo mundo, e as melhores campanhas garantem vaga no mata-mata que decide o título.

O próximo teste vem já na sexta-feira, contra a Polônia, de novo em Osaka. Mais uma pedreira, mais uma chance de firmar a vaga entre as melhores.

Por que vale a pena ligar a TV

Fica o convite para quem anda com saudade de ver o Brasil ganhar: o vôlei feminino está entregando exatamente isso, com regularidade de dar inveja. Enquanto o futebol lambe as feridas da Copa, tem uma seleção brasileira colecionando vitórias do outro lado do mundo, na madrugada, sem alarde.

No fim, título não se ganha em julho — mas se constrói. E o Brasil está construindo o dele um 25 a 23 de cada vez.

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