Seis de seis: Brasil vai ao tie-break, vence a Bélgica em Ancara e mantém a invencibilidade na VNL

Seis de seis: Brasil vai ao tie-break, vence a Bélgica em Ancara e mantém a invencibilidade na VNL

A seleção feminina de Zé Roberto sobreviveu a uma partida nervosa em Ancara, arrancou 3 a 2 no quinto set e chegou à sexta vitória consecutiva na Liga das Nações 2026 — sem perder ainda um único jogo.

EsporteCidade ·

Você que acompanha vôlei sabe: tie-break é teste de caráter. Você perdeu dois sets, o adversário está acreditando, a torcida neutra torce pela zebra — e ali, no quinto set até 15 pontos, não tem lugar para hesitar. A seleção brasileira feminina passou por exatamente isso ontem em Ancara, na Turquia. A Bélgica forçou o quinto set, mas o Brasil resolveu: 3 a 2, sexta vitória consecutiva na VNL 2026.

A invencibilidade na Liga das Nações segue intacta. E, num torneio em que as melhores 8 seleções avançam para a fase final em agosto, o Brasil está construindo uma vantagem que vai além dos pontos: está construindo confiança.

O que aconteceu em Ancara

A Bélgica não é um adversário que se liquida fácil. Tem levantadora experiente, pontuadoras com braço forte e um sistema defensivo que complica o bloqueio adversário. O Brasil chegou a Ancara sabendo que seria um teste de verdade — e foi.

A partida teve oscilações. O Brasil perdeu ao menos dois sets, a Bélgica cresceu no jogo, e o tie-break se tornou inevitável. No quinto set, porém, a seleção mostrou o que separa equipes que só ganham quando tudo corre bem de equipes que ganham quando está difícil: manteve a cabeça, achou os pontos certos e fechou a partida.

O resultado — 3 a 2 — é menos confortável do que os torcedores gostariam, mas diz algo importante: esse time sabe ganhar jogos feios. Copa do Mundo, quando chegar, vai ter jogos assim.

Seis vitórias seguidas — o que isso significa

A VNL 2026 feminina vai de 3 de junho a 26 de julho. São 18 seleções disputando partidas ao redor do mundo, e as 8 melhores avançam para a fase final. O Brasil, invicto em 6 jogos, está em posição privilegiada — matematicamente, uma queda aqui seria um tombo e tanto, não um ajuste de rota.

O técnico José Roberto Guimarães, o Zé Roberto, vem alternando jogadoras com sabedoria. A ausência de Gabi — a principal estrela do time — em algumas partidas anteriores não impediu vitórias. Agora, com a seleção completa para os jogos mais difíceis, o nível de exigência sobe e o time está respondendo à altura.

Brasil na VNL Feminina 2026

• Campanha: 6 vitórias, 0 derrotas
• Última partida: Brasil 3 x 2 Bélgica (tie-break), Ancara
• Torneio: Liga das Nações FIVB 2026 — rodadas preliminares
• Período: 3 de junho a 26 de julho
• Classificação para fase final: as 8 melhores avançam
• Técnico: José Roberto Guimarães (Zé Roberto)

Por que esse Brasil de vôlei merece atenção

O vôlei feminino brasileiro tem uma história que o futebol ainda não conseguiu replicar nas últimas décadas: consistência de alto nível por um longo período. O time de Zé Roberto ganhou Liga das Nações, Campeonato Mundial, Jogos Olímpicos. Tem sistema, tem tradição, tem profundidade de elenco.

A campanha atual na VNL não é só sobre classificação para a fase final — é sobre construir a forma física e a entrosamento certo antes das competições mais importantes do segundo semestre. E um time que vence mesmo quando não está brilhando, como aconteceu em Ancara, é um time que está calibrando algo que vale ouro: a capacidade de competir sob pressão.

Se você torce para o Brasil e quer um antídoto para a ansiedade do Grupo C do futebol, acenda a TV para o vôlei feminino. Tem sido muito mais tranquilo — com os sustos na dose certa.

O que muda para quem treina vôlei

Jogos de cinco sets como o de ontem são um lembrete do que faz a diferença no esporte de alto rendimento: condicionamento nos minutos finais. O quinto set até 15 é uma prova de fadiga — quem tem mais base aeróbica, mais musculatura de suporte no ombro e mais concentração sob estresse tende a vencer.

Se você joga vôlei recreativo ou de competição, observe: a oscilação que o Brasil teve contra a Bélgica não é fraqueza — é parte do jogo. O que diferencia não é entrar em forma de topo desde o primeiro set. É o que você faz quando o jogo virar contra você.

O Brasil voltou ao tie-break. E venceu. Isso, no vôlei e fora dele, é o que conta.

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