Brasil tropeça nos grupos de Gstaad, mas Duda e Ana Patrícia entram como favoritas

Brasil tropeça nos grupos de Gstaad, mas Duda e Ana Patrícia entram como favoritas

Nos Alpes suíços, três duplas brasileiras largaram perdendo na fase de grupos do Elite 16 e precisam vencer hoje para não serem eliminadas — enquanto as campeãs olímpicas Duda e Ana Patrícia entram em quadra como as favoritas do torneio.

EsporteCidade ·

Você que só liga o vôlei de praia na TV quando é final de Olimpíada está perdendo um capítulo e tanto que acontece bem longe da praia: numa vila cercada de montanhas na Suíça. Gstaad recebe até o dia 6 mais uma etapa Elite 16 do Circuito Mundial, o degrau mais alto do calendário — e o Brasil chegou lá com resultado misto logo de cara.

De um lado, três duplas brigando pela sobrevivência na fase de grupos depois de estreias com derrota. Do outro, a dupla mais vitoriosa do país entrando em quadra com o status de quem já provou tudo o que precisava provar.

Três duplas, três tropeços na estreia

No feminino, a rodada de abertura não foi gentil com o Brasil. Thâmela e Victória amargam a 4ª colocação do Grupo B, Carol Solberg e Rebecca estão em 3º no Grupo C, e Vitória e Hegê ocupam a 3ª posição do Grupo A — nenhuma das três largou na liderança da própria chave.

A fase de grupos do Elite 16 não perdoa: só os melhores colocados avançam direto, e quem tropeça na estreia precisa vencer o jogo decisivo para não ser eliminado antes mesmo das quartas. É exatamente a posição das três duplas brasileiras agora — Vitória/Hegê enfrentando as francesas Placette/Richard, Thâmela/Victória contra as espanholas Álvarez/Moreno, e Carol/Rebecca diante das ucranianas Hladun/Lazarenko.

Elite 16 de Gstaad — a situação do Brasil nos grupos femininos:
Thâmela/Victória: 4ª no Grupo B — duelo decisivo contra Álvarez/Moreno (ESP)
Carol Solberg/Rebecca: 3ª no Grupo C — duelo decisivo contra Hladun/Lazarenko (UCR)
Vitória/Hegê: 3ª no Grupo A — duelo decisivo contra Placette/Richard (FRA)
Sede: Gstaad, nos Alpes suíços — torneio até o dia 6 de julho

Duda e Ana Patrícia: entram como quem não tem nada a provar

Enquanto as outras brasileiras lutam para sobreviver, Duda e Ana Patrícia — ouro olímpico e campeãs mundiais — entram em quadra em Gstaad na condição mais confortável possível: como as claras favoritas ao título entre as 24 duplas do torneio. A dupla é cabeça de chave e chega para o primeiro torneio da temporada na Suíça depois de uma trajetória que já incluiu conquistas no circuito nacional e internacional.

Não é força de expressão chamá-las de favoritas absolutas: das brasileiras em quadra em Gstaad, são as únicas que entram sem pressão de resultado imediato, sustentadas pelo currículo que já rendeu ouro olímpico e títulos mundiais. O contraste com as outras três duplas — brigando ponto a ponto para não cair fora ainda na fase de grupos — mostra a distância entre quem estabeleceu domínio e quem ainda está construindo o próprio nome no circuito.

Por que o vôlei de praia brasileiro segue de olho na Suíça

Etapa Elite 16 é o nível mais alto do calendário anual — os pontos valem mais, o nível técnico é mais parelho e cada resultado pesa na corrida por vaga em torneios maiores no fim de temporada. É o tipo de competição em que uma dupla revelação pode dar o salto de carreira, e uma dupla consolidada pode reforçar por que segue no topo do ranking mundial.

Do lado masculino, o Brasil também está representado: André e Renato e Evandro e Arthur Lanci estrearam na competição, ampliando a presença brasileira na areia suíça em busca de bons resultados tanto no masculino quanto no feminino.

O que fica da rodada de estreia

Se você só olha o placar final de torneio, a estreia em Gstaad pode parecer só mais uma etapa do calendário. Mas para quem acompanha de perto, é o retrato de um esporte em dois momentos: de um lado, duplas jovens brigando ponto a ponto pela sobrevivência na fase de grupos; do outro, as consagradas entrando como quem sabe exatamente o tamanho do próprio favoritismo.

Nos Alpes ou na praia, vôlei de praia sempre foi assim — o jogo decide quem sobe e quem cai, não o nome na camisa. Mas convenhamos: apostar contra Duda e Ana Patrícia continua sendo o tipo de aposta que poucos têm coragem de fazer.

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