Brasil nas oitavas: Houston, segunda-feira e um adversário ainda sem nome
Holanda, Japão ou Suécia — quem sair do Grupo F esta noite pega o Brasil no NRG Stadium no dia 29. A Seleção chegou lá sem tomar gol na fase de grupos
O Brasil já está nas oitavas. Já tem data. Já tem estádio. Falta só saber quem vai cair na frente da Seleção no NRG Stadium, em Houston, na próxima segunda-feira (29), às 14h de Brasília. A resposta chega hoje à noite, quando o Grupo F encerra a fase de grupos com dois jogos simultâneos.
Os candidatos ao encontro são três: Holanda, Japão e Suécia. Qualquer um dos três é uma final antecipada do ponto de vista histórico. E qualquer um deles encontrará uma Seleção que fez a fase de grupos do jeito que o Ancelotti gosta — com resultado, sem alarde, e sem sofrer gol.
Como o Brasil chegou até aqui
A campanha na fase de grupos não foi de goleadas, mas foi eficiente. Empate em 1 a 1 com Marrocos na estreia — o único tropeço —, vitória por 3 a 0 sobre o Haiti e vitória sobre a Escócia para fechar em primeiro no grupo C com 7 pontos e 6 gols marcados.
A defesa foi o cartão-postal: três jogos, zero gols sofridos depois da estreia. Marquinhos e Alisson construíram uma muralha que os três adversários não conseguiram romper — o goleiro encaixou tudo o que veio, e o capitão se saiu melhor na segunda Copa seguida com a braçadeira.
• Resultado: 1ª colocada no Grupo C, 7 pontos
• Gols marcados: 6 • Gols sofridos: 1 (Marrocos)
• Artilheiro: Vinícius Júnior, 4 gols
• Baixa: Raphinha (lesão)
• Próximo jogo: 29/06, 14h (Brasília), NRG Stadium, Houston
Quem pode ser o adversário
O Grupo F é provavelmente o mais equilibrado do torneio. Holanda e Japão chegam à última rodada empatados com 4 pontos, mesma diferença de gols (+4) e resultado de 2 a 2 no confronto direto. Os holandeses levam a liderança por gol marcado — um a mais no saldo.
A Suécia vem atrás com 3 pontos, mas tem chances matemáticas ainda vivas. O cenário mais provável coloca Holanda ou Japão como o segundo colocado que vai pegar o Brasil — a Suécia precisaria de uma combinação rara de resultados para assumir a segunda vaga.
Cada adversário tem sua cara: a Holanda com o bloco físico e a capacidade técnica da geração Xavi Simons e Gakpo; o Japão com a velocidade e a organização defensiva que surpreendeu a Europa na última Copa; a Suécia com Alexander Isak na ponta, um dos centroavantes mais completos do futebol europeu.
O que muda com a ausência de Raphinha
A baixa de Raphinha é o ponto de interrogação que o torcedor preferia não ter. O catalão estava em grande fase — foi o segundo mais participativo da Seleção antes de sair lesionado — e sua ausência muda a dinâmica ofensiva do lado direito.
Ancelotti tem opções: Rodrygo pode migrar para a ala, Endrick pode ganhar espaço, ou Savinho, que entrou bem nos minutos finais contra a Escócia, pode assumir a titularidade. Nenhuma dessas escolhas enfraquece a equipe de forma estrutural — mas muda o vocabulário ofensivo que o Brasil usa.
Houston não é cidade qualquer
O NRG Stadium tem capacidade para 72 mil pessoas e já sediou três Super Bowls. É o mesmo estádio onde a Seleção Brasileira treinou na semana de folga. O calor e a umidade de Houston em junho podem ser determinantes no segundo tempo — e o Brasil, acostumado a treinar na América do Norte durante o torneio, tem vantagem de adaptação.
Às 20h desta quinta-feira, o Grupo F encerra o suspense. O Brasil assiste, analisa e prepara a próxima partida. O mata-mata começa na segunda.
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