Pinheiros fatura os dois títulos do Brasil Open — e um pênalti aos 5 do fim decide ouro

Pinheiros fatura os dois títulos do Brasil Open — e um pênalti aos 5 do fim decide ouro

Com recorde de 19 equipes, o torneio de polo aquático no Parque Aquático Julio Delamare terminou com dobradinha do Pinheiros, decidida nos pênaltis depois de um empate dramático em 13 a 13

EsporteCidade ·

Você que já perdeu um jogo decisivo faltando segundos sabe o gosto amargo disso. Foi o que sentiu o SESI-SP na final masculina da Série Ouro do Brasil Open 2026 de polo aquático: converteu um pênalti a cinco segundos do fim para empatar em 13 a 13 — e ainda assim saiu sem o título. O Pinheiros resolveu nos pênaltis, fechou a dobradinha ao vencer também no feminino, e o torneio no Parque Aquático Julio Delamare, no Rio de Janeiro, entrou para a história com recorde de 19 equipes inscritas.

O que aconteceu nas duas finais

No masculino, o jogo foi de infarto. Regulamento terminou empatado em 13 a 13 depois de o SESI-SP converter um pênalti nos segundos finais — o tipo de lance que muda o humor de uma arquibancada inteira em um piscar de olhos. Só que o Pinheiros, mais frio na disputa por pênaltis, fechou a conta e levantou o troféu da Série Ouro, com o Flamengo completando o pódio em terceiro.

No feminino, o roteiro foi mais direto: Pinheiros bateu o próprio Flamengo por 11 a 8 na decisão, com o SESI-SP garantindo o bronze. Resultado: as duas taças do torneio principal foram para o mesmo clube, feito que a organização classificou como "dobradinha".

Brasil Open 2026 — resultado das finais
  • Local: Parque Aquático Julio Delamare, Rio de Janeiro (RJ)
  • Equipes inscritas: 19 — recorde da competição
  • Feminino: Pinheiros 11 x 8 Flamengo (bronze: SESI-SP)
  • Masculino Série Ouro: Pinheiros 16 x 13 SESI-SP nos pênaltis (13-13 no tempo normal; bronze: Flamengo)
  • Masculino Série Prata: campeão Internacional (vice: Hebraica; bronze: Juventus)
  • MVPs: Izabella Chiappini (feminino) e Lucas Farias (masculino Ouro), ambos do Pinheiros

Por que o recorde de equipes importa

Dezenove equipes numa competição de polo aquático — modalidade que no Brasil vive na sombra da natação e do vôlei aquático de praia — não é número pequeno. O torneio ainda teve uma Série Prata, vencida pelo Internacional sobre a Hebraica, mostrando que a base do esporte está crescendo, não só o topo. Quando um torneio nichado bate recorde de participação, normalmente é sinal de investimento estrutural nos clubes formadores, não só de um pico isolado de interesse.

Izabella Chiappini foi eleita MVP e artilheira do torneio feminino, liderando o Pinheiros ao ouro. Do lado masculino, o goleiro Lucas Farias levou o prêmio de melhor do torneio na Série Ouro — reconhecimento que, no polo aquático, costuma ir para quem segura os pênaltis decisivos. Coincidência ou não, foi exatamente isso que aconteceu na final.

O que fica desse Brasil Open

Se você pratica ou acompanha natação e acha que o polo aquático é só "aquele esporte que aparece de quatro em quatro anos na Olimpíada", o Brasil Open 2026 mostra outra realidade: calendário nacional ativo, clubes disputando taça a sério e uma final decidida no detalhe, igual qualquer outro esporte de alto nível. O pênalti do SESI-SP aos cinco segundos do fim, convertido só para o time perder nos pênaltis na sequência, é o tipo de virada de humor que resume bem o que esporte de verdade entrega.

No fim, o Pinheiros saiu de Copacabana com duas taças e um recado: quando o jogo aperta, tem clube que já sabe exatamente o que fazer.

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