O Brasil está invicto na Liga das Nações de vôlei — e até poupando Gabi continua ganhando
A seleção feminina de José Roberto Guimarães emplacou a quinta vitória seguida na VNL 2026, bateu a França por 3 a 0 e mostrou profundidade de elenco mesmo sem sua principal estrela em quadra.
Tem um esporte em que o Brasil quase nunca decepciona, e ele é jogado de rede no meio. A seleção feminina de vôlei começou a Liga das Nações de 2026 do jeito que o torcedor gosta: ganhando, ganhando e ganhando de novo. São cinco vitórias em cinco jogos — invencibilidade que coloca o time entre os favoritos a, enfim, levantar um troféu que ainda falta na estante.
A sequência perfeita
Comandado por José Roberto Guimarães, técnico que já é patrimônio do esporte nacional, o Brasil atropelou a primeira semana: passou por Países Baixos, República Dominicana, Bulgária e Itália antes de fechar com chave de ouro diante da França, vencida por 3 sets a 0. Cinco jogos, cinco vitórias, e a sensação de um time que entrou na competição com fome.
• Período da competição: 3 de junho a 26 de julho, com 18 seleções
• Campanha: 5 vitórias em 5 jogos (invicto)
• Vítimas: Países Baixos, Rep. Dominicana, Bulgária, Itália e França (3 a 0)
• Técnico: José Roberto Guimarães
• Objetivo: o primeiro título do Brasil na história da VNL
O recado de poupar Gabi
O detalhe que mais impressiona não é a vitória — é como ela veio. A ponteira Gabi, principal nome do vôlei feminino brasileiro hoje, foi poupada na partida contra a Bélgica, na segunda semana de competição, e deve ser usada nos próximos jogos da etapa turca, contra China e Alemanha. Conseguir vencer sem depender da estrela diz muito: este Brasil tem banco, tem profundidade e tem mais de uma forma de ganhar.
Por que o título ainda escapa
Aqui mora o drama bonito desta seleção: apesar de toda a tradição olímpica e mundial, o Brasil nunca venceu a Liga das Nações no feminino. É o troféu que falta. Começar invicto, com elenco rodando e estrela na reserva, é a melhor largada possível para mudar essa estatística — mas a VNL é longa, e a fase decisiva costuma ser implacável com quem relaxa.
O esporte que cabe na quadra do bairro
O vôlei é, talvez, a melhor herança esportiva que o Brasil construiu fora do futebol: medalha olímpica, ídolos de gerações e uma quadra que existe em quase toda escola e clube do país. Acompanhar a seleção feminina nesta VNL é assistir a essa tradição se renovando em tempo real.
Por ora, fica o placar e a expectativa: invicto, com Gabi guardada para a hora certa, o Brasil parece montado para brigar pelo título que nunca veio. Saque, recepção, levantamento, ataque — e a velha sensação de que, no vôlei, a gente costuma estar do lado certo da rede.