Na piscina do Maria Lenk, o Brasil nadou para o top-10 do mundo: Mafê Costa e Caribé puxam a fila
O principal campeonato da natação nacional virou seletiva para o Pan-Pacífico e já entregou marcas entre as melhores do planeta — com Mafê Costa, Guilherme Caribé e Beatriz Dizotti dando o tom.
Enquanto o país discutia futebol, uma parte do esporte brasileiro fazia história debaixo d'água. No Parque Aquático Julio de Lamare, no Rio, o Troféu Maria Lenk 2026 — o Campeonato Brasileiro Interclubes Absoluto, principal competição da natação nacional — reuniu a elite do nado do país e virou o que melhor sabe ser: uma fábrica de marcas mundiais e a porta de entrada para a seleção que vai disputar o Pan-Pacífico.
Mafê Costa, número do mundo
A protagonista atende por Mafê Costa. Ela venceu os 400m livre com 4min03s12, o nono melhor tempo do mundo na temporada, quebrou o recorde do campeonato e cravou índice para o Pan-Pacífico. E não parou aí: nos 200m livre, registrou 1min56s42, a sétima melhor marca mundial do ano. Em duas provas, dois lugares no top-10 do planeta. Para a natação brasileira, historicamente mais forte no masculino, ter uma mulher nadando nesse nível é notícia grande.
Caribé e a velocidade que o Brasil pedia
No masculino, Guilherme Caribé confirmou por que é a aposta da natação nacional na velocidade pura. Venceu os 100m livre em 47s60 — a sexta melhor marca de 2026 no mundo, colocando-o como o quinto nadador mais rápido da temporada. Os 100m livre são a prova mais glamourosa e disputada da natação; estar entre os cinco melhores do ano é território de pódio internacional.
• Mafê Costa: 400m livre em 4min03s12 (9ª do mundo, recorde do campeonato) e 200m livre em 1min56s42 (7ª do mundo)
• Guilherme Caribé: 100m livre em 47s60 (6ª melhor marca de 2026, 5º mais rápido do ano)
• Beatriz Dizotti: 1500m livre em 16min04s63 (9º tempo do mundo)
• A competição vale como seletiva para o Pan-Pacífico
Dizotti e o fundo brasileiro
Nas provas longas, Beatriz Dizotti entrou para a conversa internacional ao nadar os 1500m livre em 16min04s63, o nono melhor tempo do mundo na distância. O fundo exige o que o brasileiro costuma ter de sobra: resistência e cabeça. Dizotti tem as duas.
O que a piscina ensina para quem está fora dela
Tem uma lição na natação que vale para qualquer um, mesmo quem nunca vai disputar o Maria Lenk: progressão é tudo. Esses tempos de elite são o topo de uma pirâmide que começa em algo banal — perder o medo da água e aprender a respirar direito.
Se ver os melhores do país nadando te deu vontade de cair na piscina, comece pelo princípio: nossos guias de como aprender a nadar, dos quatro estilos de natação e dos benefícios da natação mostram que a água é, talvez, o esporte mais democrático que existe. Recorde mundial é para poucos. Nadar bem é para todos.